Segunda-feira, Maio 04, 2009

João Bertolucci (meu avô)

Post atualizado em 15/07/09
Este será um post bastante grande, pois trata-se de meu avô João. Não tive muito contato com ele, já que falecera em 1969 quando eu tinha apenas 7 anos de idade, contudo, vou deixar aqui resgitrado o que consigo lembrar.

Naquela época meus avós moravam na Rua Engenheiro Saturnino de Brito no bairro do Belenzinho. Era uma casa térrea que hoje pelo que me parece foi demolida. Morava meus avôs João e Clandira, minha tia Marilda com seu esposo João Tiano, meus primos Cláudio (Di), Carlos (Nenê) e minha prima Nilza (Tuca). É, todos tinha apelidos. Nos baixos da casa moravam meu tio (e meu padrinho) Assir com minha madrinha Jordelina. Eles não tiveram filhos.

Na mesma rua, mais próximo a Avenida Celso Garcia, moravam meus tios Osmar e Maria Inês, com meus primos Nilton e Nilson Bertolucci. Naquela casa ainda moravam os parentes da minha tia (Família Santos Gonçalves), sua mãe e seus irmãos Dito (Benedito) e Geraldo. Acho que tinha a "tia" Nair também. Eram muitas pessoas e destes só minha tia Maria Inês e meus primos, claro, estão vivos . E ainda, nesta mesma rua morava a irmã da minha tia Maria Inês de nome Dita (Benedita) com seu esposo Paschoal e sua filha Izilda (Izildinha como chamavamos). Todos estão falecidos, inclusive Izilda que morreu muito moça com menos de 50 anos, creio que em 2005 ou por esse período. Complementando meus familiares por parte de minha mãe (Família Pierroti) moravam na Rua Herval no mesmo bairro. Muitos e muitos parentes por perto, por isso temos tantos vínculos com esse bairro querido.

Eu não me lembro, mas acho que meu avô não trabalhava em mais nada quando faleceu, mas não era aposentado. Era uma bagunça aquela família, tiveram algum dinheiro, mas não adquiriram nada na vida. Meu tio Assir trabalhava, as vezes não, as vezes sim, era o que comentavam, creio que era um problema para a família. Mas nesta casa tinham muitas alegrias, muitos encontros de domingo e muita comilança como todas as boas famílias de descendentes de italianos. Ainda consigo me relembrar das risadas de todos, os causos, o entra e sai de pessoas, pois todos moravam pertos. Era muito comum minha avó comentar dos seus parentes da cidade de Jacareí, cfamília Guedes Magalhães. Meu padrinho Assir então quando bebia um pouco mais acabava sendo incoveniente e sempre contava as mesmas histórias. (rs). Foi assim até bem velhinho quando veio a falecer num asilo.

Era comum no Natal nos fartamos de muita massa, muitos frangos, muita e muita comida. Meu pai Hélio e meu tio Assir comiam um frango cada. Ainda tinha os grandes caldeirões de boa canja feitas com as galinhas do quintal que minha avá abatia. Segunda minha mãe Nair, quando eu fui batizado em dezembro de 1962 a fartura era tanta que meus parentes por parte de mãe ficaram abismados com a comilança (rs).
Meu avô João casou-se com Clandira Guedes Magalhães em 18 de novembro de 1916, na cidade de Jacareí. Ele com 21 anos, profissão artista e ela com 17 anos, doméstica, nascida em Taubaté. Eram pais da minha avó Clandira, Antonio Guedes Magalhães e Maria Lacombe Magalhães. Meu avô nascido e morando em São Paulo como será que conheceu minha avó na cidade de Jacareí?
João teve em sociedade uma pequena indústria de móveis no bairro do Brás. A fábrica chamava-se "Móveis Santa Maria" de Favaro & Bertolucci. Temos algumas fotografias desta fábrica, dos móveis e dos funcionários. Creio que a indústria ficava perto de sua residência pois em algumas fotos aparecem meus tios Edmilson e Assir junto aos funcionários. Não sei o que aconteceu com esta sociedade. se faliu, se venderam, sei que alguns móveis que tinham na casa dos meus avós tinham sido produzidos nesta fábrica.
Tenho em posse a Carteira de Saúde de meu avô emitida em 16 de feveireiro de 1938. Lá diz que ele morava na Rua Casemiro de Abreu, 90 e trabalhava na Rua Aurora, 198 na empresa Angelo Del Vechio como serrador. Esta empresa Del Vechio só pode ser dos violões, segundo pesquisei na Internet.
continuarei...

Quinta-feira, Abril 23, 2009

Antonio Bertolucci

Antonio Bertolucci , segundo filho nascido nesta cidade de São Paulo em 10 de agosto de 1892 e falecendo nesta mesma cidade em 22 de novembro de 1980 com 88 anos.

Antonio casou-se com Josephina Salvagnini e tiveram os filhos Nélson e Nilza Bertolucci.

Quarta-feira, Abril 22, 2009

Isabel Bertolucci Cerrutti

Este post foi atualizado em 03 de julho de 2009
Isabel foi a primeira filha registrada do casal Luigi (Luiz) Bertolucci e Maria Emilia, que se casaram em 1885. Pode ser que num período de dois anos nasceu alguma criança que veio a falecer sem registro.

Nasceu em 19 de agosto de 1887 nesta cidade de São Paulo, vindo a falecer em 01 de maio de 1970, com 83 anos. Está sepultada no jazigo da família no cemitério do bairro de Vila Mariana.

Isabel casou-se com Américo Cerrutti (falecido em novembro de 1954) e não tiveram filhos.

Pelo que sei, Isabel morava num imóvel que pertenceu ao meu bisavô na região do bairro do Ibirapuera. Não estou certo se vivia neste imóvel somente com seu marido, ou também com suas irmãs que não se casaram: Yolanda, Olga e Elisa (ficou casada somente 1 mes). Por sua vez estas talvez morassem num imóvel ao lado, na mesma rua.

Lembro-me que no ano de 1970 quando Isabel veio a falecer estive nesta casa com minha avó Clandira, minha tia Marilda e alguns primos.
Era um sobrado grande, com jardim na entrada. Na sala havia um piano, pois, o clã feminino eram musicistas, creio que professoras de piano e violino. Américo Cerrutti também era músico e segundo uma foto do álbum de Izabel , ela o denominava "um virtuose".
Revendo o álbum de fotografias de Isabel, uma curiosidade. Com que finalidade se coloca num álbum familiar a fotografia de Luiz Carlos Prestes , Olga Benário e de sua filha Maria Leocadia Prestes?
Pelo visto o casal era simpatizante do Partido Comunista e este álbum com certeza deveria ser bem guardado no período em que falar em comunismo, poderia levar a prisão.
Recentemente meu pai, que pouco se lembra da história familiar, perguntei sobre o Américo Cerrutti e qual era sua profissão. Disse-me que ele foi perfumista, que trabalhava com fórmulas para perfumes. Não sei ao certo se dentro de alguma indústria ou particularmente...enfim.
Um fato curioso que meu pai me contou que o Américo conhecedor de fórmulas enveredou falsificar o uisque "cavalinho branco" (creio que seja o White Horse) e que este foi preso e solto depois de pagar fiança.
Lembro-me que em meados da década de 1970 minha avó Clandira tinha um grande vidro de perfume em sua cômoda e sempre nos dizia que tinha sido meu avô o fabricante, este já falecido. Era um vidro grande e o líquido num tom amarelado. O cheiro não era nada bom, agora, não sei se o perfume era ruim o já estava estragado devido a tantos anos guarado.

Segunda-feira, Abril 10, 2006

Dados oficiais de Luigi Bertolucci

Recebi, via e-mail, resposta de minha carta enviada em fevereiro de 2006 para o Arquivo de Estado de Firenze, solicitando a certidão de nascimento do meu bisavô Luigi Bertolucci. Eis a resposta:


STATO CIVILE DI TOSCANA DUPLICATO DEL REGISTRO DEI BATTEZZATI DELLA PARROCCHIA DEI SS. QUIRICO E GIUDITTA DI CAPANNORI DELL’ANNO 1860 BUSTA N° 8373 ATTO N° 8

Luigi Bertolucci nato alle ore 5 antimeridiane del 31 gennaio 1860 da Pellegrino, contadino, fu Luigi, e Palmerini Michela, contadina, di Giovanni, appartenente al popolo di Capannori, comunità di Capannori, battezzato il 31 detto nella parrocchia dei SS. Quirico e Giuditta, compari Fanucchi Alessandro e Micheli Massimo.



Il Direttore
(dott.ssa Rosalia Manno Tolu)



Luigi Bertolucci nasceu em 31 de janeiro de 1860. Filho de Luigi Pellegrino e Michela Palmerini agricultores (contadino (a) pode ser agricultor, camponês ou fazendeiro) do distrito de Giovanni, no povoado de Capannori, comunidade de Capannori. Batizado em 31, na paróquia. SS. Quirico e Giuditta ( o certo é paróquia SS. Quirico e Giulitta, segundo minhas pesquisas), comparecendo Alessandro Fanucchi e Massimo Micheli.

Terça-feira, Março 07, 2006

1.2 Luigi Bertolucci (imigrante)

(Este post foi atualizado em 16/04/09
Fica difícil contar a história de quem já se foi, pois a maioria dos parentes que talvez soubessem algo deste meu bisavô, no caso os meus tios, na sua grande maioria também se foram. Restou somente meu pai Hélio e minha tia Marilda que na realidade nunca se interessaram para sua história familiar. Vamos lá, tentar levantar este que foi o personagem principal desta nossa vida aqui no Brasil.


Luigi Bertolucci nasceu na Itália, província de Lucca, comune da Capannori em 31/01/1860. Contudo na sua carteira de reservista consta 31/12/1860. Filho de Pellegrino Bertolucci e Palmerina Michelli. Será que levaram onze meses para registra-lo ainda como bebê na Itália?
Como já escrevi num post anterior, ainda nada sei sobre irmãos ou irmãs, mas acredito que poucas familias tinham um único filho (a), ainda mais as italianas. Talvez meu bisavô tenha outros parentes que ficaram na Itália ou imigraram para outras localidades brasileiras e do Mundo. No Memorial dos Imigrantes existe um registro em nome de Pellegrino Bertolucci, talvez seu pai visitando-o ou ainda um irmão com o mesmo nome do pai.
Imigração:

Já como imigrante em todos os seus documentos consta seu nome como Luís Bertolucci. Chegou no Brasil em 28 de dezembro de 1878, antes da grande leva que imigrou para o Brasil. O que será que trouxe Luigi Bertolucci para o Brasil? Está é um pergunta que será sempre uma incognita, poderia ser o velho sonho de viver na tal "Mérica" ou qualquer outro.
Outro dia fazendo pesquisas no Google descobri um tal Bertolucci que escreveu um livro sobre o facismo. Seria o nosso ramo Bertolucci ligado a vida política ou com algum problema político na Itália? Talvez somente uma visita em algum arquivo italiano para tentar desvendar esse mistério! É de se pensar que os nossos Bertolucci talvez tivessem uma vida mais ou menos boa na Itália, pois existem registros fotográficos , inclusive dos seus pais na Itália. Pelo que podemos imaginar não era qualquer família que tinha dinheiro para registros fotográficos nas primeiras décadas do século XX

Trabalho:

Não sei ao certo quantas profissões ocupou ou em que empresas trabalhou, pois chegou no Brasil com 18 anos e entrou para a empresa "The S. Paulo Tramway, Light & Power Co. Ltd." (anteriormente Companhia Carris de Ferro de São Paulo, virou Light e atualmente Eletropaulo) em 09 de janeiro de 1890, então com 30 anos. Nesta época os bondes ainda eram de tração animal já que os bondes elétricos começaram a funcionar em 1900. Por conhecer a informação de que tinha ocupado a profissão de motorneiro de bonde, consegui levantar nos arquivos da Eletropaulo esses documentos. Sua residência, segundo esta ficha de empregado era na Rua Visconde de Parnaíba, 301. Desligou-se da empresa em 01 de fevereiro de 1937. No mes de março do mesmo ano obteve sua aposentadoria pela Caixa de Aposentadoria e Pensões do Serviço de Tração, Luz, Força e Gaz de São Paulo e neste período o seu endereço residencial era Av. Jurema, 29 - Indianópolis.
Suas primeiras ocupações nesta empresa não estão definidas. Em fevereiro de 1902 ocupava o cargo de motorneiro - ou seja conduzia bondes elétricos - com salário de $ 600 (réis - ?). Em 1924 passou para tráfego transporte como ajudante chefe de Sto. Amaro - salário 200$000. Em 1928 como chefe da estação de carga de Vila Mariana - salário 250$000. Em 1929 como encarregado de Vila Mariana - salário 300$000. Em 1932 como encarregado Est. de carro de S. Joaquim (inelegível) - salário 350$000 e finalizando em 1935 na estação de carga (?) com um salário de 450$000. Pelas minhas contas trabalhou por 45 anos na mesma empresa aposentando-se com com 77 anos.

Vida familiar:

Luíz Bertolucci (com 25 anos) casou-se com Maria Ferreira da Silva (com 21 anos), brasileira, em 24 de setembro de 1885 (chequei isso na Cúria Metropolitana, onde vi o livro do seu registro de casamento - livro a partir de 1876 - registro n. 37) na cidade de São Paulo às 5 horas da tarde na Matriz Bom Jesus do Brás. São pais de Maria Emília (Joaquim Ferreira da Silva e Gertrudes da Conceição).Tiveram os seguintes filhos (as) nascido na cidade de São Paulo: Isabel, Antonio, João, Elisa, Luíz Filho, Mário, Olga e Yolanda. Parece que o casal teve outros filhos - três meninas e um menino - que faleceram crianças. (vide árvore genealógica) A família morou em alguns endereços na cidade, como no tradicional bairro italiano do Brás, depois na atual região do Ibirapuera onde morreram as últimas filhas.
Os únicos filhos que casaram-se foram Isabel com Américo Cerutti, Antonio com Josephina Salvagnini e João com Clandira Magalhães (meus avós). Isabel não teve filhos e a ramificação dos outros Bertolucci está no ícone "árvore genealógica".
Luigi faleceu nesta cidade de São Paulo em 28/05/1945 com 85 anos. Sua esposa Maria Emília faleceu também nesta capital com 79 anos em 04/01/1943. Estão enterrados no cemitério de Vila Mariana. (?)
Pesquisa:

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

OFF TOPIC: Hino

Hino dos imigrantes italianos para o Brasil


Encontrei em uma comunidade do Orkut "Eu quero falar italiano", este tópico sobre o hino dos imigrantes italianos para o Brasil, escrito por Nivaldo Cavallaro.

[...]O hino, de autor desconhecido, foi originalmente composto em lingua veneta, pois era da regiao do Veneto que vieram uma boa parte dos nossos antepassados. [...]


Merica, Merica! (em dialeto veneto, original)

Dalla Italia noi siamo partiti.
Siamo partiti col nostro onore.
Trentasei giorni di macchina e vapore,
e nella Merica noi siamo arriva'.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica?
Merica, Merica, Merica,
un bel mazzolino di fior.

E alla Merica noi siamo arrivati
no' abbiam trovato nè paglia e nè fieno
Abbiam dormito sul nudo terreno
come le bestie andiam riposar.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica? Merica, Merica, Merica, un bel mazzolino di fior.

E la Merica l'è lunga e l'è larga,
l'è circondata dai monti e dai piani,
e con la industria dei nostri italiani
abbiam formato paesi e città.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica?
Merica, Merica, Merica,
un bel mazzolino di fior.

Dall' Italia noi siamo partiti
Siamo partiti col nostro onore
Trentasei giorni di macchina e vapore,
ed in America siamo arrivati.

America, America! (em italiano, que e’ o dialeto toscano: lingua oficial da Italia)

America, America, America,
cosa sarà questa America?
America, America, America,
un bel mazzolino di fiori.

E in America noi siamo arrivati
non abbiamo trovato né paglia e né fieno
Abbiamo dormito sul nudo terreno
come le bestie andiamo a riposare.

America, America, America,
cosa sarà questa America?
America, America, America,
un bel mazzolino di fiori.

L'America è lunga e larga,
è circondata dai monti e dai piani,
e con l'industria dei nostri italiani
abbiamo formato paesi e città.

America, America, America,
cosa sarà questa America?
America, America, America,
un bel mazzolino di fiori


==> Para ouvir a música: <==

Sábado, Dezembro 17, 2005

Um primeiro atestado de nossa ascendência italiana

Hoje é uma data importante para mais um dado oficial. Ontem, 16 de dezembro de 2005, recebi um retorno de uma carta enviada à Itália, para o Achivio de Stato de Lucca, onde solicitei informações sobre "Della Vista di Leva" que corresponde ao nosso Certificado de Reservista.

Na sua resposta, este departamento atestou que Luigi Bertolucci está registrado em Lucca, Capannori, com data de nascimento em 31/12/1860 e a filiação também está correta como já publiquei neste blog: filho de Pellegrino Bertolucci e Palmerina Micheli. O mesmo departamento sugeriu escrever para o Archivio de Stato de Firenze para conseguir a certidão de nascimento, que farei muito brevemente.

A partir de meu bisavô Luigi Bertolucci começa nossa história aqui no Brasil.