terça-feira, maio 10, 2022

Isabel Bertolucci Cerrutti /Anarquista (reescrevendo sua história em 2022)

Com o passar dos anos e com tantas informações obtidas na internet, vamos conseguindo levar a vida algumas biografias e esta é de Isabel Cerrutti Bertolucci, minha tia-avó. 

Agora sei que Isabel foi uma anarquista e escreveu para muitos jornais operários. Foi inclusive fichada no Doops, a delegacia de Ordem Política e Social, como "Comunista".




Fonte: Arquivo Deops

Isabel defendia as idéias anticlericais e anarquistas, moradora do bairro operário do Brás. Escreveu inúmeros artigos para  "A Plebe", "A lanterna" e jornais de outros Estados, nas décadas de 1910 à 1960. 

Informações mais precisas estão relatadas no livro "O triunfo da Anarquia e outros escritos - Isabel Cerrutti" , da Editora Terra Livre. 





Veja também a tese da Daniela Fernanda de Almeida, Dissertação Mestrado em História. Pela Universidade Federal de São Paulo, Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 2019.




A biografia de Isabel Cerrutti Bertolucci no Wikipedia. 





Este post foi feito em 03 de julho de 2009 e atualizado em maio de 2022
Isabel foi a primeira filha registrada do casal Luigi (Luiz) Bertolucci e Maria Emilia, que se casaram em 1885. Pode ser que num período de dois anos nasceu alguma criança que veio a falecer sem registro. 
 Nasceu em 19 de agosto de 1887 nesta cidade de São Paulo, vindo a falecer em 01 de maio de 1970, com 83 anos. Está sepultada no jazigo da família no cemitério do bairro de Vila Mariana. 

 Isabel casou-se com Américo Cerrutti (falecido em novembro de 1954) em 1908 e não tiveram filhos. Pelo que sei, Isabel morava num imóvel que pertenceu ao meu bisavô na região do bairro do Ibirapuera. Não estou certo se vivia neste imóvel somente com seu marido, ou também com suas irmãs que não se casaram: Yolanda, Olga e Elisa (ficou casada somente 1 mes). Por sua vez estas talvez morassem num imóvel ao lado, na mesma rua. 

 Lembro-me que no ano de 1970 quando Isabel veio a falecer estive nesta casa com minha avó Clandira, minha tia Marilda e alguns primos. Era um sobrado grande, com jardim na entrada. Na sala havia um piano, pois, o clã feminino eram musicistas, creio que professoras de piano e violino. Américo Cerrutti também era músico e segundo uma foto do álbum de Isabel , ela o denominava "um virtuose".
Revendo o álbum de fotografias de Isabel, uma curiosidade. Com que finalidade se coloca num álbum familiar a fotografia de Luiz Carlos Prestes , Olga Benário e de sua filha Maria Leocadia Prestes?
Pelo visto o casal era simpatizante do Partido Comunista e este álbum com certeza deveria ser bem guardado no período em que falar em comunismo, poderia levar a prisão.
Recentemente meu pai, que pouco se lembra da história familiar, perguntei sobre o Américo Cerrutti e qual era sua profissão. Disse-me que ele foi perfumista, que trabalhava com fórmulas para perfumes. Não sei ao certo se dentro de alguma indústria ou particularmente...enfim.

Um fato curioso que meu pai me contou que o Américo conhecedor de fórmulas enveredou falsificar o uisque "cavalinho branco" (creio que seja o White Horse) e que este foi preso e solto depois de pagar fiança.

Lembro-me que em meados da década de 1970 minha avó Clandira tinha um grande vidro de perfume em sua cômoda e sempre nos dizia que tinha sido meu avô o fabricante, este já falecido. Era um vidro grande e o líquido num tom amarelado. O cheiro não era nada bom, agora, não sei se o perfume era ruim o já estava estragado devido a tantos anos guardado.

As partes da familía, digamos do Ibirapuera e a do meu avô João (Belenzinho) não se "topavam", talvez por nunca realizaram a partilha dos bens deixados por meu bisavô Luiz (Luigi). Os comentários por membros da minha família que a parte do Ibirapera eram a parte rica dos irmãos. 

Isabel escreve para meu avô João em outubro de 1947, quando já fazia dois anos da morte de meu bisavô Luiz (Luigi) e diz: 

"A casa do Ibirapuera estava em condominio entre Isabel, Antonio, Olga e Iolanda, Ou  Antonio ficaria com a casa, ou Isabel, Olga e Iolanda. A casa ficou com o Antonio repassaria as partes entre os irmãos. 
Isabel trata nesta cara como seriam os pagamentos e partes e que ela presentaria meu avô João  com 10.000 cruzeiros e juros. 

Isabel finaliza esta carta com uma certa mágoa, quando lembra "Tenho tristeza quando lembro que nosso bom pai disse-lhe que eu me aproveitei de seu auxilio para fazer esta casa que tenho. Deus é testemunha que isso não é verdade. Me doeria a consciencia lesar meus irmaos, ainda mais sabendo-os necessitados de um teto". 

Pelo que sei, meu avô nunca recebeu um centavo desta herança. Morava de aluguel na Rua Engenheiro Saturnino de Brito, no Belenzinho. Após sua morte em 1969, a familia foi despejada do imóvel alugado. 




quarta-feira, setembro 14, 2016

Assunta Bertolucci Panelli

No inicio de fevereiro fuçando o site dos Mórmons, achei mais uma pessoa que creio eu faça parte da nossa família Bertolucci.

Assunta Bertolucci Panelli.Creio que seja irmã de meu bisavô Luiz Bertolucci.




sexta-feira, setembro 05, 2014

Nova pessoa para a árvore genealógica

Pesquisando neste final de semana o site Family Search, da igreja dos Mórmons, descobri um tio-avô que não tinha conhecimento, Paulo Bertolucci.

Segundo Nélson Bertolucci havia me contando em sua carta de 1994 e que o pai dele, Antonio Bertolucci, comentava, que meus bisavós tiveram outros filhos que teriam morrido bebê.

Paulo Bertolucci talvez seja um desses bebês, nasceu em 25 dejulho de 1890 e foi batizado em 30 de outubro do mesmo ano na Igreja Bom Jesus do Brás. Talvez Paulo teve vivido somente três ou quatro meses.

quinta-feira, março 01, 2012

Primos fazendo contato

Como o tempo voa. Quem visita este blog talvez acredite que não descobri mais nada nestes últimos anos.

A internet é fantástica. Ontem, o filho de um primo entrou em contato comigo, é o neto por parte do meu tio Edmilson Bertolucci e Catarina, que há anos perdemos contato. Fiquei tão feliz com o contato, agora consegui encontrar todos do ramo João Bertolucci e Clandira Magalhães. 

Engraçado, que justamente por estes dias, por conta de estar completando 50 anos, fiquei lembrando de tantos parentes queridos que já estão em outros planos. Fiquei pensando: "Que bom se todos pudessem estar reunidos para a comemoração dos meus 50 anos. Vão as pessoas, ficam as lembranças e as fotografias que nesta hora tem papel importante nesta vida.

Uma outra descoberta já faz um tempinho. Em setembro de 2010 recebi o contato do historiador Rodrigo Rosa que fez um belo levantamento sobre professoras anarquistas. Uma das personagens foi minha tia-avó Isabel Cerruti Bertolucci. Pois é, uma parente anarquista!!!

As pesquisas se confirmaram porque Rodrigo descobriu inúmeros artigos escritos por Isabel e Américo Cerrutti, seu marido. Agora consigo entender porque no álbum familiar de Isabel tem fotos de Luiz Carlos Prestes, Olga Benário e Anita Leocádia., mas isso merece um post a parte. Vou entrar em contato com Rodrigo para saber se posso publicar seu texto.


segunda-feira, maio 04, 2009

João Bertolucci (meu avô)

Post atualizado em 27/05/2010
Este será um post bastante grande, pois trata-se de meu avô João. Não tive muito contato com ele, já que falecera em 1969 quando eu tinha apenas 7 anos de idade, contudo, vou deixar aqui resgitrado o que consigo lembrar.

Naquela época meus avós moravam na Rua Engenheiro Saturnino de Brito no bairro do Belenzinho. Era uma casa térrea que hoje pelo que me parece foi demolida. Moravam meus avôs João e Clandira, minha tia Marilda com seu esposo João Tiano, meus primos Cláudio (Di), Carlos (Nenê) e minha prima Nilza (Tuca). É, todos tinha apelidos. Nos baixos da casa moravam meu tio (e meu padrinho) Assir com minha madrinha Jordelina. Eles não tiveram filhos.

Na mesma rua, mais próximo a Avenida Celso Garcia, moravam meus tios Osmar e Maria Inês, com meus primos Nilton e Nilson Bertolucci. Naquela casa ainda moravam os parentes da minha tia (Família Santos Gonçalves), sua mãe e seus irmãos Dito (Benedito) e Geraldo. Acho que tinha a "tia" Nair também. Eram muitas pessoas e destes só minha tia Maria Inês (falecida em 2013) e meus primos, claro, estão vivos . E ainda, nesta mesma rua morava a irmã da minha tia Maria Inês de nome Dita (Benedita) com seu esposo Paschoal e sua filha Izilda (Izildinha como chamavamos). Todos estão falecidos, inclusive Izilda que morreu muito moça com menos de 50 anos, creio que em 2004. Complementando meus familiares por parte de minha mãe (Família Pierroti) moravam na Rua Herval no mesmo bairro. Muitos e muitos parentes por perto, por isso temos tantos vínculos com esse bairro querido.

Eu não me lembro, mas acho que meu avô não trabalhava em mais nada quando faleceu, mas não era aposentado. Segundo, em conversa com um primo agora em 2010, meu avô João trabalhava de consertar máquinas de costuras.

Era uma bagunça aquela família, tiveram algum dinheiro, mas não adquiriram nada na vida. Meu tio Assir trabalhava, as vezes não, as vezes sim, era o que comentavam, creio que era um problema para a família. Mas nesta casa tinham muitas alegrias, muitos encontros de domingo e muita comilança como todas as boas famílias de descendentes de italianos. Ainda consigo me relembrar das risadas de todos, os causos, o entra e sai de pessoas, pois todos moravam pertos. Era muito comum minha avó comentar dos seus parentes da cidade de Jacareí, família Guedes Magalhães. Meu padrinho Assir então quando bebia um pouco mais acabava sendo incoveniente e sempre contava as mesmas histórias. (rs). Foi assim até bem velhinho quando veio a falecer num asilo.

Era comum no Natal nos fartamos de muita massa, muitos frangos, muita e muita comida. Meu pai Hélio e meu tio Assir comiam um frango cada. Ainda tinha os grandes caldeirões de boa canja feitas com as galinhas do quintal que minha avó abatia. Segundo minha mãe Nair, quando eu fui batizado em dezembro de 1962 a fartura era tanta que meus parentes por parte de mãe ficaram abismados com a comilança (rs).

Meu avô João casou-se com Clandira Guedes Magalhães em 18 de novembro de 1916, na cidade de Jacareí. Ele com 21 anos, profissão artista e ela com 17 anos, doméstica, nascida em Taubaté. Eram pais da minha avó Clandira, Antonio Guedes Magalhães e Maria Lacombe Magalhães. Meu avô nascido e morando em São Paulo como será que conheceu minha avó na cidade de Jacareí?
João teve em sociedade uma pequena indústria de móveis no bairro do Brás. A fábrica chamava-se "Móveis Santa Maria" de Favaro & Bertolucci. Temos algumas fotografias desta fábrica, dos móveis e dos funcionários. Creio que a indústria ficava perto de sua residência pois em algumas fotos aparecem meus tios Edmilson e Assir junto aos funcionários. Não sei o que aconteceu com esta sociedade. se faliu, se venderam, sei que alguns móveis que tinham na casa dos meus avós tinham sido produzidos nesta fábrica. Segundo minha mãe, Nair, o berço da minha irmã foi meu avô quem o confeccionou.

Tenho em posse a Carteira de Saúde de meu avô emitida em 16 de feveireiro de 1938. Lá diz que ele morava na Rua Casemiro de Abreu, 90 e trabalhava na Rua Aurora, 198 na empresa Angelo Del Vechio como serrador. Esta empresa Del Vechio só pode ser dos violões. Entrei em contato com esta empresa que me respondeu em julho de 2009 que meu avô foi sim funcionário deles.
Seu Avô trabalhou em nossa empresa, no periodo de 01 de fevereiro de 1937 e demitiu - se em 31 de outubro de 1938 de sua espontanea vontade, conforme consta do livro de registro, ( não tem Foto), e exerceu a função de serrador operario. Para trabalhar das 08:00 as 19:00 horas com intervalos de 2 horas.Nome do pai Luiz, nasceu em 22 de junho de 1895, e residia na rua casimiro de abreu nº90, Brasileiro Casado.

Atenciosamente

Casa Del Vecchio LTDA.

quinta-feira, abril 23, 2009

Antonio Bertolucci

Antonio Bertolucci , segundo filho nascido nesta cidade de São Paulo em 10 de agosto de 1892 e falecendo nesta mesma cidade em 22 de novembro de 1980 com 88 anos.

Antonio casou-se com Josephina Salvagnini e tiveram os filhos Nélson e Nilza Bertolucci.

terça-feira, março 07, 2006

1.2 Luigi Bertolucci (imigrante)

(Este post foi atualizado em 16/04/09)

Fica difícil contar a história de quem já se foi, pois a maioria dos parentes que talvez soubessem algo deste meu bisavô, no caso os meus tios, na sua grande maioria também se foram. Restou somente meu pai Hélio e minha tia Marilda que na realidade nunca se interessaram para sua história familiar. Vamos lá, tentar levantar este que foi o personagem principal desta nossa vida aqui no Brasil.


Luigi Bertolucci nasceu na Itália, província de Lucca, comune da Capannori em 31/01/1860. Contudo na sua carteira de reservista consta 31/12/1860. Filho de Pellegrino Bertolucci e Palmerina Michelli. Será que levaram onze meses para registra-lo ainda como bebê na Itália?
Como já escrevi num post anterior, ainda nada sei sobre irmãos ou irmãs, mas acredito que poucas familias tinham um único filho (a), ainda mais as italianas. Talvez meu bisavô tenha outros parentes que ficaram na Itália ou imigraram para outras localidades brasileiras e do Mundo. No Memorial dos Imigrantes existe um registro em nome de Pellegrino Bertolucci, talvez seu pai visitando-o ou ainda um irmão com o mesmo nome do pai.
Imigração:

Já como imigrante em todos os seus documentos consta seu nome como Luís Bertolucci. Chegou no Brasil em 28 de dezembro de 1878, antes da grande leva que imigrou para o Brasil. O que será que trouxe Luigi Bertolucci para o Brasil? Está é um pergunta que será sempre uma incognita, poderia ser o velho sonho de viver na tal "Mérica" ou qualquer outro.
Outro dia fazendo pesquisas no Google descobri um tal Bertolucci que escreveu um livro sobre o facismo. Seria o nosso ramo Bertolucci ligado a vida política ou com algum problema político na Itália? Talvez somente uma visita em algum arquivo italiano para tentar desvendar esse mistério! É de se pensar que os nossos Bertolucci talvez tivessem uma vida mais ou menos boa na Itália, pois existem registros fotográficos , inclusive dos seus pais na Itália. Pelo que podemos imaginar não era qualquer família que tinha dinheiro para registros fotográficos nas primeiras décadas do século XX
Trabalho:
Não sei ao certo quantas profissões ocupou ou em que empresas trabalhou, pois chegou no Brasil com 18 anos e entrou para a empresa "The S. Paulo Tramway, Light & Power Co. Ltd." (anteriormente Companhia Carris de Ferro de São Paulo, virou Light e atualmente Eletropaulo) em 09 de janeiro de 1890, então com 30 anos. Nesta época os bondes ainda eram de tração animal já que os bondes elétricos começaram a funcionar em 1900. Por conhecer a informação de que tinha ocupado a profissão de motorneiro de bonde, consegui levantar nos arquivos da Eletropaulo esses documentos. Sua residência, segundo esta ficha de empregado era na Rua Visconde de Parnaíba, 301. Desligou-se da empresa em 01 de fevereiro de 1937. No mes de março do mesmo ano obteve sua aposentadoria pela Caixa de Aposentadoria e Pensões do Serviço de Tração, Luz, Força e Gaz de São Paulo e neste período o seu endereço residencial era Av. Jurema, 29 - Indianópolis.
Suas primeiras ocupações nesta empresa não estão definidas. Em fevereiro de 1902 ocupava o cargo de motorneiro - ou seja conduzia bondes elétricos - com salário de $ 600 (réis - ?). Em 1924 passou para tráfego transporte como ajudante chefe de Sto. Amaro - salário 200$000. Em 1928 como chefe da estação de carga de Vila Mariana - salário 250$000. Em 1929 como encarregado de Vila Mariana - salário 300$000. Em 1932 como encarregado Est. de carro de S. Joaquim (inelegível) - salário 350$000 e finalizando em 1935 na estação de carga (?) com um salário de 450$000. Pelas minhas contas trabalhou por 45 anos na mesma empresa aposentando-se com com 77 anos.
Vida familiar:
Luíz Bertolucci (com 25 anos) casou-se com Maria Ferreira da Silva (com 21 anos), brasileira, em 24 de setembro de 1885 na cidade de São Paulo às 5 horas da tarde na Matriz Bom Jesus do Brás. São pais de Maria Emília (Joaquim Ferreira da Silva e Gertrudes da Conceição).Tiveram os seguintes filhos (as) nascido na cidade de São Paulo: Isabel, Antonio, João, Elisa, Luíz Filho, Mário, Olga e Yolanda. Parece que o casal teve outros filhos - três meninas e um menino - que faleceram crianças. (vide árvore genealógica) A família morou em alguns endereços na cidade, como no tradicional bairro italiano do Brás, depois na atual região do Ibirapuera onde morreram as últimas filhas.
Os únicos filhos que casaram-se foram Isabel com Américo Cerutti, Antonio com Josephina Salvagnini e João com Clandira Magalhães (meus avós). Isabel não teve filhos e a ramificação dos outros Bertolucci está no ícone "árvore genealógica".
Luigi faleceu nesta cidade de São Paulo em 28/05/1945 com 85 anos. Sua esposa Maria Emília faleceu também nesta capital com 79 anos em 04/01/1943. Estão enterrados no cemitério de Vila Mariana. (?)
Pesquisa: